2013

Em 2013, o Grupo Visabeira, manteve a sua rota de crescimento com o volume de negócios a atingir um novo máximo de 563 milhões de euros, um acréscimo de 5,4% face ao ano anterior. Igualmente ao nível do EBITDA atingiu o nível mais elevado de sempre na história do Grupo, ao situar-se nos 82,5 milhões de euros, com uma margem de 14,7%,. Num cenário macro-económico adverso e com a crise interna que Portugal atravessa, o Grupo continua a consolidar e reforçar o processo de internacionalização, que delineou  há quase três décadas.

Em reflexo desta estratégia, os mercados externos representaram, pela primeira vez, mais de metade do volume de negócios consolidado gerado no ano (54%), com um importante crescimento de 26% face ao período homólogo. Países como Angola, Moçambique, França, Espanha, Alemanha, Bélgica, Brasil, Estados Unidos, contribuíram fortemente para geração de resultados operacionais no ano de 2013.

A Visabeira Global, com um peso superior a 70% do volume de negócios do Grupo, a par da sua contribuição no EBITDA de 61%, reflete a boa performance das atividades de televisão por cabo, quer em Angola quer em Moçambique; das operações de infraestruturas de telecomunicações, principalmente em França e em Moçambique; e das infraestruturas de transporte ferroviário em Moçambique. A Indústria, integrando marcas emblemáticas como a Vista Alegre e a Bordallo Pinheiro, também demonstrou uma melhoria no seu desempenho operacional. A Pinewells consolidou a sua posição no mercado produtor de pellets e apresentou um crescimento considerável no seu volume de negócios a par de um EBITDA de 2,4 milhões (mais 100% face ao período homólogo). A Vista Alegre, com 1,6 milhões de euros, representou mais de 44% do EBITDA desta subholding. A Visabeira Turismo através da oferta hoteleira de onze unidades hoteleiras distribuídas entre Portugal e Moçambique representou um volume de negócios consolidado de 32,6 milhões de euros.

O nível dos custos operacionais, a Constructel, empresa de telecomunicações francesa, fruto do incremento da atividade, fez crescer adequadamente os seus quadros, refletindo por isso um incremento nos custos com o pessoal que passaram de 9,9 milhões de euros, em 2012, para 15,1 milhões em 2013, acompanhado por uma redução do peso dos subcontratos no volume de negócios que passou no referido período de 65% para 57%.

Excluindo o efeito dos fenómenos não recorrentes (justo valor das propriedades de investimento e reversão de provisões de clientes), o resultado operacional de 58 milhões de euros compara com 52 milhões de euros em 2012.

O resultado líquido do Grupo cifrou-se em 4,4 milhões de euros (sem interesses minoritários 0,2 milhões de euros), contra 7,6 milhões de euros (sem interesses minoritários 2,2 milhões de euros). Expurgadas as influências do justo valor das propriedades de investimento, das imparidades verificadas nas ações das empresas cotadas do PSI 20, e respetivos juros e impostos associados a essas rubricas, o resultado líquido de interesses minoritários, seria de 20,6 milhões de euros em 2013, contra 14,8 milhões de euros em 2012, representando um crescimento de cerca de 39,2%. Não é despiciendo o impacto não relevado em resultados decorrente da valorização dos títulos da EDP e ZON de 18,4 milhões de euros, cuja contabilização, de acordo com as normas aplicáveis, é relevado diretamente em capitais próprios.